A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica cirurgiã, a serviço da Alemanha. Três mulheres cujas trajetórias se cruzam quando o impensável acontece: Kasia é capturada e levada para o campo de concentração feminino de Ravensbrück, onde Herta agora exerce sua controversa medicina. Uma história que atravessa continentes — dos Estados Unidos à França, da Alemanha à Polônia — enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor. Costurado por fatos históricos e personagens femininas poderosas, Mulheres Sem Nome é um romance extraordinário sobre a luta anônima por amor e liberdade. Um livro inspirador, que encanta e comove até a última página.
Autor: Martha Hall Kelly
Editora: Intrínseca
Páginas: 496
Classificação: 4/5 ♥
Formato da leitura: Físico (Português)

O enredo segue a vida de Caroline nos EUA, Kasia na Polônia e Herta, na Alemanha antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial. As três sobrevivem durante a Guerra de formas diferentes. Caroline trabalha no consulado francês enviando pacotes para crianças nos orfanatos franceses e auxiliando imigrantes que chegam todos os dias nos EUA.

Ao se apaixonar por um ator francês, vê a Guerra arrancá-lo de seus braços quando ele decide voltar para seu país… e sua esposa. Quando os fundos para os pacotes se esgotam, ela passa a retirar dinheiro do próprio bolso para ajudar os necessitados na Europa.

Herta estuda medicina e, por ser uma mulher em um mundo dominado pelos homens, acaba não conseguindo ser uma médica cirurgiã. A Guerra lhe fornece a chance de exercer medicina no campo de concentração em Ravensbrück, servindo ao partido nazista, onde ela se sente parte de algo maior, apesar de que tenha mais de prejudicar do que salvar pacientes.
"Como eu poderia ser considerada culpada?" p.294
Ja Kasia passa seus dias sonhando acordada com seu melhor amigo Pietrick. Após ser pega auxiliando a resistência polonesa, vai para o campo de Ravensbrück como prisioneira política, junto com a mãe, a irmã e centenas de mulheres, tendo de dar um adeus forçado a sua juventude. Ela se tornará uma cobaia para as experiências médicas nazistas.

A autora nos narra, através do pontos de vista diferentes, os três tipos de pessoas durante a guerra: as que causaram o sofrimento em nome do nazismo e comunismo, as que sofreram nos campos, e as que estavam distantes, mas sofreram com a angústia de não ter notícias.
"[...] O mundo se esqueceu das vítimas, e não houve ajuda nem qualquer apoio para as que sobreviveram." p 406
É impossível segurar as lágrimas com as injustiças que ocorreram naquele período, ainda mais por serem baseadas em fatos e pessoas reais. A autora não poupa detalhes em suas descrições, e é preciso ter um estômago forte para aguentar as situações que nos são narradas.

Recomendo esta leitura a todos que queiram refletir e se emocionar com o período mais triste da história mundial, para que nunca mais algo assim venha a se repetir! É preciso enxergar o outro como um próximo, pois somos todos seres humanos, independente de nossa cor, credo e cultura.

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