''Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa", escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como "As crônicas de Nárnia". Nos últimos cinquenta anos, "As crônicas de Nárnia" transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Casa um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume magnífico. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração da artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, As crônicas de Nárnia continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades, mesmo cinquenta anos após terem sido publicadas pela primeira vez.''


Autor: C.S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Páginas: 752
Classificação: 4/5 ♥
Formato da Leitura: Físico

 O livro é formado por sete crônicas, que relatam diferentes períodos de Nárnia, um mundo fantástico habitado por seres mágicos, árvores e animais falantes, centauros, dríades, dragões, anões e faunos. O livro possui muitos elementos simbólicos, como o Grande Leão Aslam; que é a representação de Jesus; e as feiticeiras e Tash, o deus dos calormanos, que são a representação dos demônios.

O mundo de Nárnia é lindo, puro e mágico! Os contos O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa; A Cadeira de Prata e A Última Batalha foram para mim os melhores! Os personagens mais cativantes são sem dúvida alguma Aslam, Lúcia, Caspian e Brejeiro. Aqui está uma citação de Brejeiro, para mim foi uma das melhores partes do livro:
"Não sei direito o que você entende por um mundo- disse, como alguém que não respira ar suficiente. - Mas pode tocar essa rabeca até que seus dedos caiam no chão; mesmo assim não vou me esquecer de Nárnia. E nem do Mundo de Cima. Imagino que nunca mais o veremos, pois é bem provável que o tenha obscurecido como fez a este mundo. Mas vou saber sempre que estive lá."(...)
"- Uma palavrinha, dona - disse ele, mancando de dor-, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo- árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam.
Vamos supor que sonhamos: ora , nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona.
Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um nárniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz."
Pág. 596/598

Eu diria que o único defeito da estória é que eu achei a escrita um pouco cansativa. Não sei se por conta de serem crônicas, mas que fique claro que isso não altera a qualidade da estória. Recomendo este livro para pessoas de todas as idades e para aqueles que sabem que por mais difíceis e complicados que os problemas sejam, há sempre uma saída, uma esperança! Viva Aslam!

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